A clássica do dia-a-dia e a receita mestra: aguardente de cana, mel e limão, mexidos à mão até ficarem espumosos.
Deita o mel e o sumo de limão num copo ou jarro pequeno.
Trabalha o mexelote (caralhinho) para cima e para baixo até dissolveres o mel por completo no sumo.
Junta a aguardente de cana.
Segura o pau na vertical e roda-o rapidamente entre as palmas das mãos, até a mistura ficar clara, leve e espumosa.
Deita num copo pequeno e serve logo de seguida, tradicionalmente sem gelo.
Se só fizeres uma poncha na vida, faz esta. A Poncha Regional é a clássica do dia-a-dia da Madeira — a que a maioria das pessoas quer dizer quando pede simplesmente "uma poncha" — e a receita mestra a partir da qual todas as outras se entendem. Três ingredientes, um método e nada mais: aguardente de cana, mel e limão.
A Regional vive do equilíbrio. O mel arredonda a aguardente e suaviza-lhe a força; o limão corta o doce e levanta o copo. Bem feita, é macia, espumosa e perigosamente fácil de beber — e é precisamente por isso que convém saboreá-la devagar. A aguardente base ronda os 50% vol., e o copo servido fica à volta dos 25% vol.
É a poncha de todas as ocasiões: ao fim da tarde numa tasca, antes de uma refeição, ou simplesmente para conviver. Agrada a quase toda a gente — e quem nunca provou poncha deve começar exatamente por aqui.
A diferença entre uma boa Regional e um cocktail qualquer está no caralhinho. Dissolve bem o mel no sumo de limão antes de juntares a aguardente — é o passo que mais se costuma falhar — e depois roda o pau entre as palmas com energia até a mistura ganhar aquela espuma clara e macia. Não agites; mexe.
E não te esqueças dos ingredientes: usa sempre aguardente de cana verdadeira da Madeira, nunca vodka nem preparados em pó, e esprime o limão na hora — o sumo de pacote rouba o frescor que faz a poncha. O equilíbrio entre mel e limão é pessoal, por isso prova e ajusta: mais mel para adoçar, mais limão para refrescar. Serve sem gelo, logo após a mistura, para não diluir o que acabaste de equilibrar.
Dominada a Regional, o resto da família abre-se naturalmente. Quem quiser algo mais forte e mais seco deve provar a original Poncha de Pescador. Quem preferir doçura e aroma tem as variantes de fruta — maracujá, tangerina e laranja. E para acompanhar, vê os acompanhamentos ou descobre onde a beber na ilha no nosso guia de tascas.