Viva e doce-ácida, a joia menos conhecida da ilha: aguardente de cana, mel e sumo de tangerina fresco, com um toque de limão.
Deita o mel, o sumo de tangerina e o aperto de limão num copo ou jarro pequeno.
Trabalha o mexelote (caralhinho) para cima e para baixo até dissolveres o mel no sumo.
Junta a aguardente de cana.
Roda o pau rapidamente entre as palmas das mãos até a mistura ficar leve e espumosa.
Serve logo de seguida num copo pequeno, sem gelo.
A Poncha de Tangerina é a joia menos conhecida da ilha. Sazonal, perfumada e cheia de vivacidade, é uma daquelas variantes que muitos visitantes nunca chegam a provar — e que os madeirenses guardam para o inverno, quando as tangerinas estão no seu melhor.
Sobre a base habitual de aguardente de cana e mel, o sumo de tangerina fresco traz um aroma cítrico mais intenso e doce do que o da laranja, com uma acidez própria que mantém o copo vivo. Um pequeno aperto de limão remata o equilíbrio. É uma poncha doce-ácida, fresca e elegante, à volta dos 22% vol.
A palavra-chave é sazonalidade: faz-se no auge da época das tangerinas, e é precisamente essa janela curta que lhe dá o estatuto de pequena joia. Quando encontrares uma boa, aproveita.
O essencial desta poncha é o timing. Faz-se no inverno, no auge das tangerinas, e é então que vale mesmo a pena: a fruta está mais doce, mais sumarenta e muito mais perfumada. Esprime as tangerinas na hora, porque o sumo perde aroma a olhos vistos, e ajusta o mel à doçura da fruta — quanto melhores forem as tangerinas, menos mel vais precisar. O pequeno aperto de limão é o que mantém o copo vivo: a tangerina, sozinha, tende a ficar chocha. Como sempre, parte de aguardente de cana verdadeira da Madeira e mexe com o caralhinho, nunca agites.
É para quem gosta de citrino perfumado e de algo um pouco diferente do habitual. Fica a meio caminho entre a doçura tropical da Poncha de Maracujá e a suavidade da Poncha de Laranja, e é bem mais aromática do que a clássica Regional. Para o lado oposto do espetro, há sempre a austera Poncha de Pescador.
Procura-a nas tascas durante os meses mais frios, e prova-a com a mesa madeirense que apresentamos nos acompanhamentos. Vê também todas as nossas receitas.